Mudando do Subversion para o Git

GIT logoDurante anos eu tenho usado o Subversion como meu predileto sistema de controle de versões. Na época a razão da escolha foi: “achei legal”, “achei moderno” e “achei simples” mas considerando que nenhuma das razões dadas eram justificativas suficientemente técnicas para continuar a usá-lo decidi mudar para o Git[1], a vedete dos “sistemas de versionamento distribuidos” no momento.

Já o estou usando há cerca de um mês e honestamente achei um pouco assustador no começo. A curva de aprendizado só não foi maior do que a que tive com o Subversion porque na época que comecei com aquele sistema eu ainda tive que começar a entender os conceitos de versionamento, trunks, branches, tags, mesclagens etc. Como desta vez eu só precisei me focar a na ferramenta em si a curva foi mais suave, mas não tanto quanto eu esperava. A decoreba dos comandos ainda está falhando e eventualmente eu recorro a  uma “quicksheet” com os principais comandos mas não é nada que atrapalhe ou impeço o uso da ferramenta que é excelente.

Se você pretende fazer o mesmo caminho, seja por necessidade ou por curiosidade ficam algumas dicas.

Leia a documentação

O livro essencial para quem quer começar com o Git é o Pro Git. É grátis e está disponível para leitura online[2] e download [3].

A documentação do Github[4] e do Bitbucket[5] também são excelentes. Se você tiver um inglês com nível entre razoável e “mais ou menos” dá pra ler boa parte dela e tirar bons conhecimentos de lá.

Esteja atento aos comandos e a mudança de paradigmas

Se você vem de outro sistema de controle de versão (principalmente de um sistema centralizado), como meu caso que já usava o Subversion, esteja atento que alguns comandos podem funcionar ligeiramente diferente do que você está habituado.

Ainda hoje eu esqueço, por exemplo, que o velho “commit” não envia nada para o servidor. É preciso fazer um “push” para isso. Criar branches é tão mais rápido que toda vez que preciso fazer eu tenho a impressão de que fiz algo errado e por ai vai.

Crie uma chave RSA

Os repositórios Git usam chaves RSA ou DSA, ao invés de senhas, para autenticação dos usuários , desta forma, caso você ainda não tenha deve criar uma chave própria para você e que será importada para os servidores permitindo que você possa autenticar nos seus repositórios.

Observe que você não precisa destas chaves ao usar repositórios locais, mas se você adicionar um repositório remoto ela será obrigatória. O método de importação das chaves varia de um servidor para outro e você deverá consultar a documentação deles ou contactar o administrador para saber como fazê-lo.

Para quem nunca usou uma chave DSA/RSA esteja atento que a diferença é que a primeira é mais antiga (e menos segura) que a segunda. Embora não sejam comuns casos de quebra de chaves DSA, se você está começando agora não há nada a perder se já começar com uma chave RSA.  Observe ainda que qualquer que seja o tipo de chave escolhida, ao criar a chave na verdade você cria um par delas, onde uma é chamada de pública e a outra de privada. Só envie a chave PÚBLICA para o servidor e chave privada deve permanecer sempre segura no seu computador.

Crie uma conta no Github e/ou no Bitbucket

Estes sites permitem que você replique seus repositórios Git fora de sua máquina, permitindo assim que você compartilhe-os com outras pessoas. Ambos possuem uma interface administrativa via web que o permitirá gerenciar seus repositórios, usuários, chaves etc

Embora ambos se apresentem como gratuitos, de forma bem grosseira a diferença entre os dois se resumem ao que é oferecido no plano grátis:

O Github não permite que você tenha repositórios privados na conta gratuita e os planos pagos diferem entre si de acordo com a quantidade deles[6];

O Bitbucket permite que você tenha repositórios privados no plano gratuito, no entanto, você só poderá compartilhá-los com no máximo 5 pessoas [7]. eMbora não seja tão relevante neste caso, o Bitbucket permite ainda que se crie repositórios Mercurial, que é um sistema de controle de versão distribuído bem similar ao Git.

Mais

Certamente há muito mais o que se recomendar a quem quer se enveredar pelos tortuosos caminhos do Git, mas por hora isso é um bom começo. Caso eu me recorde de algo eu dou um “update” neste texto.

Referências

[1] Git. Site oficial. http://git-scm.com/

[2] Pro git – Livro essencial sobre Git. http://git-scm.com/book/pt-br

[3] Pro git repositório no Github. https://github.com/progit

[4] GitHub. Documentação. https://help.github.com/

[5] Bitbucket. Documentação. https://confluence.atlassian.com/display/BITBUCKET/Bitbucket+Documentation+Home

[6] GihtHub. Preços. https://github.com/pricing

[7] Bitbucket. Preços e Planos. https://confluence.atlassian.com/display/BITBUCKET/Plans+and+billing

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *